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Nos dias 13 e 14 de agosto, a Escola Judicial de Pernambuco (Esmape) promoveu, na Comarca de Caruaru, o curso Inteligência Artificial Aplicada à Jurisdição Criminal. Foram oferecidas 30 vagas para magistrados(as) e assessores(as) do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) lotados(as) nas comarcas pertencentes ao Polo de Caruaru. As aulas aconteceram no Laboratório de Informática da Asces-Unita.
O Polo que recebeu a iniciativa agrega, além de Caruaru, os municípios de Riacho das Almas, Agrestina, São Caetano, Toritama, Bezerros, Altinho, Tacaimbó, Cupira, Cachoeirinha, Cumaru, Camocim de São Félix, Vertentes, Sairé, São Joaquim do Monte, Panelas, Ibirajuba, Belo Jardim, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, Passira, Taquaritinga do Norte, Brejo da Madre de Deus, Santa Maria do Cambucá, Chã Grande, Surubim, Jataúba, João Alfredo e Limoeiro.
As aulas foram ministradas pelo juiz do TJPE Diógenes Lemos Calheiros e pelo servidor Irving Holanda. "Participar do curso de Inteligência Artificial aplicada à Jurisdição Criminal foi uma experiência extremamente enriquecedora para mim. Entendo que um dos pontos altos do curso foi o laboratório prático de construção de sentenças em casos reais, que uniu a capacitação ao aumento da produtividade das unidades. Na prática, que a lA pode auxiliar o juiz: se o resultado estiver adequado, basta assinar; caso contrário, é possível revisar com mais profundidade. É importante destacar ainda a importância da 'supervisão humana', princípio assegurado pela Resolução CNJ n° 615/2025, que reforça que a IA não veio para substituir o ser humano, mas para apoiá-lo nas atividades", frisou Irving Holanda.
O juiz titular da Vara Única da Comarca de Taquaritinga do Norte, André Simões Nunes, foi um dos alunos do curso. "Já sou adepto das ferramentas da inteligência artificial há algum tempo, porque vi, na prática, a contribuição que elas podem oferecer para a melhoria dos serviços judiciários - seja na feitura de decisões ou na análise de processos -, agilizando muito as decisões a serem feitas e facilitando também para resumir certos processos que, muitas vezes, são complexos. Assim, este curso realmente teve um diferencial, pois os docentes têm um aprofundamento bem maior na área e passaram diversas dicas sobre a utilização da inteligência artificial, apresentando novas ferramentas que estão sendo utilizadas hoje em dia. Inclusive, eles continuam dando um suporte para quem participou dos cursos, através de um grupo no WhatsApp, tirando nossas dúvidas. Por isso, só tenho elogios", afirmou.
A juíza da 3ª Vara Regional de Execução Penal de Caruaru, Lorena Victorasso, também participou das aulas. "O curso foi excelente. Proporcionou um contato mais próximo com ferramentas e reflexões valiosas sobre a aplicação da inteligência artificial na jurisdição penal. Como o foco foi voltado às varas de conhecimento criminal, enquanto juíza de execução penal o desafio é pensar em usos que se adequem às especificidades desta atuação. Por isso, considero fundamental que, em oportunidades futuras, toda a equipe da unidade possa participar da formação. Capacitar todos os profissionais certamente trará ideias inovadoras e bons frutos para o melhor aproveitamento do potencial dessas ferramentas", destacou.
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Texto: Carolina Cerqueira | Esmape
Foto: Cortesia