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Esmape sedia abertura oficial do Mês Estadual do Júri com palestra de Lili de Grammont


 

A Escola Judicial de Pernambuco (Esmape) sediou, na última quinta-feira (30/4), a abertura oficial das atividades do Mês Estadual do Júri 2026, promovidas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Reunindo magistradas e magistrados, servidoras e servidores, integrantes do sistema de Justiça e público interessado, o momento teve como foco o enfrentamento ao feminicídio. A iniciativa prevê, ao longo do mês, quase 700 sessões do Tribunal do Júri em todo o estado, sendo 40 delas destinadas a casos relacionados à violência contra a mulher.

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A programação foi marcada pela palestra “Órfã do Feminicídio: Transformando a Dor em Força”, ministrada por Lili de Grammont. Filha da cantora Eliane de Grammont, assassinada em 1981 pelo ex-marido e pai de Lili, o cantor Lindomar Castilho, a palestrante compartilhou sua trajetória e a ressignificação da dor em instrumento de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. 

Ao abordar a importância de ações preventivas e educativas no enfrentamento à violência de gênero, a diretora-geral da Esmape, desembargadora Daisy Andrade Pereira, destacou a necessidade de trabalhar a conscientização e a formação desde a juventude: “Nós, o sistema de Justiça de Pernambuco, entendemos que precisamos focar no homem autor de violência, não para despenalizá-lo, mas para evitar que ele se torne cada vez mais violento. No ano passado, a Escola Judicial realizou, junto com a Coordenadoria da Mulher, um programa voltado a adolescentes, trabalhando a masculinidade dentro das escolas, porque sabemos que esse tipo de educação, de fato, transforma.”

“Eu costumo dizer que o sistema de Justiça atua por dever de ofício, mas, acima de tudo, porque acredita no seu papel de fazer a diferença”, finalizou a magistrada.

O evento trouxe reflexões e fortalecimento das ações voltadas ao julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Além da desembargadora Daisy Andrade, também estiveram presentes o presidente do TJPE, desembargador Francisco Bandeira de Mello; o corregedor-geral da Justiça de Pernambuco, desembargador Alexandre Assunção; a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause; o coordenador criminal do Tribunal de Justiça, desembargador Mauro Alencar; a coordenadora da Mulher do TJPE, desembargadora Valéria Pereira; o procurador-geral de Justiça do Estado de Pernambuco, José Paulo Xavier; a presidente da Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE), juíza Ana Veras; o defensor público-geral do Estado de Pernambuco, Henrique Seixas; o diretor do Fórum da Capital, juiz Saulo Fabianne; representando a Comissão de Segurança Institucional do TJPE, o juiz Osvaldo Teles; e o diretor-geral da Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE), Carlos Barros.

Em sua fala, o coordenador criminal do TJPE, desembargador Mauro Alencar, apresentou dados sobre o desempenho do Judiciário pernambucano no julgamento de crimes dolosos contra a vida e destacou o planejamento antecipado das ações. 

“O trabalho não começa em maio. Ele é planejado com antecedência, com a mobilização de magistrados, servidores e instituições parceiras. Em 2024, foram designadas 526 sessões e realizadas 432. Em 2025, tivemos 578 sessões designadas e 445 realizadas. Neste ano, alcançamos 685 sessões designadas, das quais 85 envolvem vítimas mulheres”, afirmou.

A vice-governadora Priscila Krause ressaltou a importância da integração institucional para o fortalecimento da justiça criminal. “Essa integração representa muito bem a união entre instituições em torno de um propósito comum. É uma honra participar deste momento, pelo significado e pela relevância que o Mês Estadual do Júri vem conquistando em Pernambuco”, declarou.

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Texto: Ananda Cavalcanti | Esmape com informações do TJPE 

Fotos: Vitória Viana | Esmape