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O Juizado do Forró de Caruaru apresentou, nesta quarta-feira (01/07), o balanço final de suas atividades nos festejos juninos de 2026. Em sua histórica 20ª edição, a unidade especializada contabilizou um total de 48 ocorrências processadas durante os dias de atendimento, sendo a maioria relacionada a desacato e porte de drogas. O serviço julga infrações penais de menor potencial ofensivo — crimes de baixa gravidade com pena máxima de até 2 anos, além de contravenções penais.
Os plantões ocorreram sempre das 21h às 2h da manhã, entre os dias 30 de maio e 27 de junho. Das ocorrências registradas, verificou-se: 13 casos de desacato a funcionário público; 13 por porte de drogas; 7 ocorrências por receptação culposa, que geralmente envolvem a compra ou porte de celulares furtados sem o conhecimento da origem; 6 registros por porte ilegal de arma branca, 2 termos por vias de fato, quando há violência sem lesão corporal; 2 por desobediência a ordem emitida por agente legal; 2 por lesão corporal; 2 por resistência, ao opor-se à execução de ordem legal; 1 registro de ato obsceno em público; e 1 por crime de perseguição.
O órgão funcionou no Espaço Cultural Tancredo Neves, localizado na Praça Coronel José de Vasconcelos, no Centro de Caruaru, com competência territorial sobre uma área de 5.000 metros quadrados. O grande diferencial do projeto continua sendo a rapidez com que esses problemas são resolvidos, já que os feitos são imediatamente encaminhados e processados no sistema do PJe (Processo Judicial Eletrônico). A estrutura montada permite que pequenas infrações sejam resolvidas imediatamente através de audiências de conciliação ou transação penal, evitando o acúmulo de processos nas varas criminais comuns.
A equipe responsável por garantir a segurança jurídica e a agilidade dos trabalhos nesta edição foi liderada pelo juiz titular Marupiraja Ramos Ribas, e contou com a atuação das servidoras Marcília Elizângela Duque Ferro, Danielle Cursino, Daniela Corina, Dayana Rodrigues e Elaine Cristina. O serviço é realizado em parceria com o Ministério Público de Pernambuco, a Defensoria Pública, a Secretaria de Defesa Social, Polícias Civil e Militar, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e faculdades parceiras.
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Texto: Clarice Rabelo | Ascom TJPE
Foto: Cortesia




