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Projeto da Esmape e do TJPE em parceria com a New School dissemina cultura da masculinidade saudável e combate à violência contra as mulheres nas escolas da Rede Estadual

Alunos(as) da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Ginásio Pernambucano. 

A Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), por meio do Instituto de Desenvolvimento de Inovações Aplicadas ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (Ideias Esmape/TJPE), e o TJPE, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica, lançaram, nesta segunda-feira (29/9), o curso “Boyzinho de Respeito”, voltado a incentivar a masculinidade saudável e o combate à violência contra as mulheres, em parceria com a startup New School, especializada em educação digital para jovens. 

Confira as fotos. 

A iniciativa, que teve abertura no Auditório Desembargador Nildo Nery dos Santos, na Esmape, tem o objetivo de disseminar conteúdos informativos gratuitos sobre masculinidades e prevenção à violência contra meninas e mulheres junto aos estudantes da Rede Pública das Escolas Estaduais de Pernambuco. Os conteúdos ficarão disponíveis no aplicativo New School. A meta é formar mais de 300 jovens, além de distribuir premiações. Para participar é necessário ter de 13 a 30 anos e morar em Pernambuco. O período de participação é de 29 de setembro até 20 de novembro de 2025. A primeira aula aconteceu, também nesta segunda (29/9), na Escola Cícero Dias, localizada em Boa Viagem. 


Na mesa de abertura do evento estavam presentes a vice-diretora-geral da Esmape e coordenadora da Mulher do TJPE, desembargadora Daisy Andrade; o 1º vice-presidente do TJPE, o desembargador Fausto de Castro Campos; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), José Paulo Cavalcanti Xavier Filho; a coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (NUDEM), defensora pública Débora Andrade; o secretário executivo de Ensino Médio e Educação Profissional do Estado, professor Paulo Dutra; a coordenadora da Comissão Nacional de Mulheres da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), promotora Deluse Amaral Rolim Florentino; a superintendente da Política de Atendimento (SUPAT) da Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase), Cleonice Carvalho Conde; a  vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE), Schamkypou Bezerra; e a gerente-geral de Desenvolvimento Sustentável e Inovação para a Igualdade de Gênero da Secretaria da Mulher do Recife, Ana Magalhães. 

De acordo com a desembargadora Daisy Andrade, para combater a masculinidade tóxica, é importante iniciar um processo educacional pela raiz do assunto, ou seja, evidenciar, principalmente, meninos e rapazes, para além dos homens. “A adolescência tem sido a porta de entrada para evitar que esses jovens se transformem em um adulto reprodutor de violência”, destacou. “Com esses conhecimentos, o público-alvo pode começar a repensar a sua forma de lidar com a questão da violência contra a mulher e, dessa forma, banir a masculinidade mal trabalhada. A masculinidade precisa ser redesenhada, os homens precisam entender que as mulheres não são objetos, precisam reconhecer, também, que eles não têm a posse sobre as mulheres”, enfatizou a desembargadora. 

Durante a abertura do projeto, o fundador da New School, João Paulo Malara, acompanhado da cofundadora da startup, Camila Miranda, contou um pouco da sua história de vida e do surgimento da escola especializada em educação digital para jovens. Além disso, o fundador também comentou sobre a origem do projeto “Boyzinho de Respeito”. “A gente traduziu um conteúdo tão importante em uma linguagem acessível, e de forma cinematográfica, para essas pessoas olharem e enxergarem que existe a possibilidade de ressignificar o que é a masculinidade saudável, isso é muito importante. E fazer isso por meio de uma estrutura gamificada para jovens, de forma gratuita, foi o jeito que encontramos para expandir e alcançar o maior número de pessoas. A ideia é transmitir uma nova forma de pensar e agir perante a sociedade e as mulheres”, compartilhou. 

“Eu sou suspeito para falar da Esmape, isso porque, para além da Esmape, as pessoas que fazem parte dessa instituição são incríveis, humanas e sempre estão à frente da inovação e humanização. Então, fazer esse projeto junto com a Esmape é uma honra. A Escola sempre nos deu muita liberdade de criação e nos encorajou para que a gente pudesse levar esse tema de forma verdadeira e original”, acrescentou João Paulo.

A formação e conteúdo do curso se dividem em três etapas, são elas: “Compreendendo a Masculinidade e o Ciclo da Violência”, abordando os tópicos “História e Evolução dos Estereótipos de Gênero” e “O que é o Ciclo da Violência Doméstica?”; “Desenvolvendo a Inteligência Emocional”, com os pontos “Autoconhecimento e Autorreflexão” e “Comunicação Emocional e Empatia” e “Desconstruindo Estereótipos de Gênero”, com as subdivisões “Identificação e Desafiando as Normas de Gênero” e “Promovendo a Igualdade de Gênero”. 

Ainda esta semana, na terça-feira (30/9), o projeto “Boyzinho de Respeito” visitou a Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Ginásio Pernambucano, com participação da desembargadora Daisy Andrade e parte da equipe da New School. “Foi uma manhã muito massa! Um tema tão importante foi abordado de uma forma leve para nós, estudantes. Eles conseguiram manter a nossa atenção e espero que venham mais vezes, aqui, na escola, para falar sobre esse assunto que é tão relevante nos dias atuais”, falou Jorge Alexandre de Lima, aluno do terceiro ano do Ensino Médio. 

“Foi muito importante falar sobre a masculinidade, e como ela não pode ser frágil, porque isso reforça outros assuntos, como a violência contra a mulher e o feminicídio. O problema e a solução não estão apenas nas leis, mas também dentro da nossa estrutura. É possível ensinar os meninos a serem homens melhores”, reforçou a estudante Maria Júlia de Holanda, também do terceiro ano.  

“Nós acreditamos que o projeto vai ser muito importante para as escolas e, sobretudo, para os nossos jovens, isso porque acreditamos que o curso vai causar uma identificação maior neles. Estou muito feliz com essa parceria, que, ao meu ver, precisa ser mais profícua, tem que aumentar o número de escolas para a mensagem ser bastante disseminada”, afirmou o secretário executivo de Ensino Médio e Educação Profissional de Pernambuco, professor Paulo Dutra. 

Conheça um pouco dos dados nacionais da New School

A escola ajuda empresas, institutos e fundações a gerar impacto social real e mensurável na Geração Z periférica com tecnologia, metodologia educacional própria e resultados comprovados. Dados de abrangência nacional mostram que 76 mil alunos são cadastrados na New School, 45% são pardos e 21% pretos, além disso, 65% são mulheres e 35% são homens, 42% possui Ensino Médio Completo e 22% Ensino Superior Incompleto. 79% apresenta renda familiar até R$3 mil e 17% renda familiar entre R$3 mil e R$6 mil. 

 

 

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Texto: Ananda Cavalcanti | Esmape 

Foto de capa: Rute Arruda | Esmape 

Álbum de fotos: Vitória Viana | Esmape