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Buscando disseminar informações sobre a saúde e promover o bem-estar das pessoas, a Diretoria de Saúde do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) divulga textos informativos sobre assuntos da área. Neste mês, o setor destaca a relação entre diabetes e a saúde bucal.
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela elevação da glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia). Ocorre quando o pâncreas produz insulina insuficiente ou nenhuma, ou pela incapacidade de o corpo usá-la corretamente. A insulina é um hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.
Essa condição exige monitoramento contínuo e manejo no estilo de vida a fim de evitar complicações, como problemas vasculares e nervosos, podendo causar cegueira, insuficiência renal, infarto, AVC e amputações (pé diabético). Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
Principais tipos de diabetes:
• Tipo 1: Geralmente surge na infância ou adolescência. É uma doença autoimune onde o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Requer administração diária de insulina;
• Tipo 2: Mais comum (90% dos casos). O corpo produz insulina, mas não a utiliza adequadamente (resistência à insulina). Geralmente relacionado a sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados;
• Diabetes Gestacional: Níveis elevados de glicose detectados durante a gravidez.
Sintomas comuns (hiperglicemia):
• Sede excessiva (polidipsia);
• Fome frequente;
• Aumento da frequência urinária;
• Perda de peso inexplicável;
• Náuseas e vômito;
• Formigamento nos pés e mãos;
• Feridas que demoram a cicatrizar;
• Cansaço e visão turva.
Principais complicações bucais em pacientes diabéticos:
• Xerostomia (boca seca);
• Glossodínia (síndrome da boca ardente);
• Eritema (vermelhidão) e distúrbios de gustação;
• Aumento da glândula parótida;
• Candidíase (infecção causada pelo fungo Cândida/ sapinho, devido ao alto nível de glicose na saliva;
• Cáries e doenças periodontais (gengivite e periodontite);
• Estomatite por próteses (infecção da mucosa da boca que pode causar dor, inchaço, vermelhidão);
• Queilite angular (infecção que afeta os cantos da boca, também conhecida como boqueira);
• Halitose (mau hálito);
• Dificuldade de cicatrização dos tecidos;
• Perdas Dentárias;
• Más-oclusões;
• Doenças Peri-implantares: Mucosite e Peri-implantite (inflamações dos tecidos moles da boca e ao redor de implantes dentários).
Principais cuidados bucais em pacientes diabéticos:
• Higiene Bucal: Escovação após as refeições com pasta fluorada e uso de fio dental, essencial para remover o biofilme e evitar inflamações, e limpar a língua, utilizando um raspador, a fim de remover a saburra lingual;
• Controle Glicêmico: Manter os níveis de açúcar no sangue sob controle é o fator mais importante, pois a alta glicemia piora problemas bucais;
• Tratar a Boca Seca (Xerostomia): A diabetes frequentemente causa boca seca. Recomenda-se aumentar a hidratação, evitar alimentos e bebidas que causam desidratação, usar balas ou gomas de mascar sem açúcar e, se necessário, utilizar produtos específicos para boca seca;
• Inspeção Diária: Verificar diariamente a presença de sangramento na gengiva, feridas, aftas ou manchas esbranquiçadas (candidíase), que podem surgir com maior frequência.
• Evitar Tabagismo: O cigarro aumenta significativamente o risco de infecções gengivais em diabéticos e retarda a cicatrização;
• Alimente-se de forma equilibrada: Evite alimentos ricos em açúcar e opte por uma dieta balanceada;
• Consultas Regulares: Visitas ao dentista são essenciais para check-ups com a realização de limpezas profissionais, prevenindo assim gengivite e periodontite, sendo indicado fazer entre 4 e 6 meses.
Tratamento e prevenção:
Ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, realizar o monitoramento da glicose e fazer uso de medicamentos/insulina quando necessário são maneiras de prevenir e controlar o diabetes a fim de garantir qualidade de vida.
O diabetes é uma doença crônica, não contagiosa, que pode ser controlada (remissão), mas não tem cura definitiva, por isso a importância de se realizar o controle.
O tratamento odontológico em pacientes diabéticos só será realizado se eles estiverem com o nível de glicose no sangue controlado. Caso a glicemia esteja abaixo de 70 mg/dL ou acima de 300 mg/dL, a pessoa deve ser encaminhada ao médico e nem começar o tratamento no consultório do dentista. Em casos de procedimentos mais invasivos/cirúrgicos, o ideal é que se faça a solicitação de alguns exames laboratoriais, para avaliar se o paciente apresenta alguma descompensação. Portanto, é possível realizar qualquer tipo de tratamento dentário, desde que a glicemia esteja controlada.
Outras informações através do Programa Odontolegal pelo e-mail sgp.dsaude.odontolegal@tjpe.jus.br.
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Texto: Diretoria de Saúde | TJPE
Fontes: SBEM - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
CFO - Conselho Federal de Odontologia




