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A Comarca de Garanhuns reuniu, nesta semana, mais de 30 magistrados(as) para a segunda reunião do Projeto Conexão CGJ. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o diálogo entre a atual gestão da Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco (CGJ-PE) e a magistratura do Estado a partir de conversas sobre os desafios enfrentados para a prestação jurisdicional, identificação de gargalos e orientações para situações vivenciadas pelos integrantes do Judiciário. O encontro, realizado no Fórum Ministro Eraldo Gueiros Leite, foi conduzido pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Alexandre Guedes Alcoforado Assunção.
A abertura aconteceu na última terça-feira (21). Além do corregedor-geral, estiveram presentes as assessoras especiais da Corregedoria, juízas Mariana Vargas e Roberta Franco; os(as) corregedores(as) auxiliares, juízas Ana Carolina Paiva e Anne de Sena Lins, e juiz André Santana; o 1° Vice-Presidente da Associação dos Magistrados de Pernambuco (Amepe), juiz Lucas Coutinho; a secretária-geral da Corregedoria, Wanessa Andrada, e os assessores jurídicos da CGJ, Sheyla Lira e João Caraciolo.
O corregedor-geral destacou que o principal objetivo do Projeto Conexão CGJ é aproximar a Corregedoria da magistratura e reforçar o papel orientador do órgão. "Esse realmente é um encontro para que nós possamos ouvir vocês, sobre as dificuldades, as sugestões e também para nos apresentar. A primeira missão da Corregedoria é justamente o auxílio ao magistrado. Então, nós estamos aqui para definir com vocês como podemos auxiliá-los. Assuntos como a questão dos réus presos, especialmente os presos preventivamente, a razoável duração de processos, condições de trabalho, plantão judiciário, também serão temas dos nossos debates", afirmou.
Durante a reunião, ainda foi discutido o novo formato da 4ª edição do CGJ em Ação, programa da Corregedoria com foco no aprimoramento dos integrantes do Judiciário. A iniciativa foi criada na gestão do desembargador Ricardo Paes Barreto e premiada pelo Conselho Nacional de Justiça na gestão do desembargador Francisco Bandeira de Mello.
O diretor do Fórum de Garanhuns, juiz Francisco Milton Araújo Júnior, destacou a importância do Conexão CGJ para fortalecer o trabalho da magistratura. "Nossa expectativa sobre um encontro como este é de obtenção de benefícios que muito auxiliarão no desenvolvimento de nossas atividades no dia a dia forense. Primeiro, conhecer a visão do corregedor sobre o papel da Corregedoria e as diretrizes que nortearão o exercício de tão relevante função. O segundo benefício é ver que se aproxima a mesa diretora da magistratura do 1º grau, encurta a distância que muitas vezes nos separa da Corte, permite-nos trocar experiências, nos atualizarmos. Enfim, permite-nos melhor capacitação, oportuniza integração, interação, já que podemos ser ouvidos aqui no grupo ou individualmente, oportuniza conhecermos uns aos outros e fortalece nossos vínculos de coleguismo e amizade. Portanto, resta parabenizar a Corregedoria pela iniciativa e dizer que se sintam abraçados e acolhidos por todos nós que fazemos a Comarca de Garanhuns. Contem conosco", concluiu.
O 1º vice-presidente da Amepe, juiz Lucas Coutinho, também falou sobre a relevância da iniciativa. "Parabenizo a Corregedoria por essa vinda ao interior. A classe é muito carente de nós, da Associação, e é muito mais carente da Administração. A Corregedoria precisa vir ao interior para escutar vocês", disse.
A juíza Zélia Maria Pereira de Melo ressaltou o caráter receptivo do evento. “Nós, que atuamos longe da Capital, muitas vezes nos sentimos isolados, sem atenção para as nossas demandas, e participar de uma reunião assim, na qual temos a oportunidade de falar e de sermos ouvidos, de receber orientações para a nossa atuação, nos deixa muito mais seguros. Só tenho elogios. Foi excelente”, afirmou a magistrada.
Ao final do encontro, o corregedor-geral realizou atendimentos individuais com magistrados(as) que manifestaram interesse. Os(As) juízes(as) em processo de vitaliciamento da região também se reuniram com a equipe da Corregedoria para conhecer a estrutura e o processo de acompanhamento que será realizado pela CGJ. Na ocasião, os(as) magistrados(as) tiraram dúvidas sobre as atividades jurisdicionais e sobre o vitaliciamento e obtiveram esclarecimentos e orientações para o desempenho das funções.
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Texto: Rebeka Maciel | Ascom CGJ-PE
Fotos: Letícia Béda | Ascom CGJ-PE




