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Jovens aprendizes e representantes da CeaVida e da Central de Aprendizagem
A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) iniciou um novo capítulo em sua trajetória de transformação social. Bruno, Micaela, Tharccylla, Kauê e Estephany passaram a integrar a rotina de trabalho em diversos setores da coordenadoria, bem como das varas da infância que funcionam no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (CICA), no bairro da Boa Vista.
A chegada do grupo marca a retomada das admissões do Programa Jovem Aprendiz no setor, que não recebia novas turmas desde 2023. A iniciativa é respaldada pelo Termo de Parceria nº 122/2022, firmado em um esforço conjunto entre a CIJ, a Escola Dom Bosco e a empresa ADSERV. Mais do que uma simples inserção no mercado de trabalho, o programa consolida-se dentro do Poder Judiciário como uma política pública essencial de inclusão social, voltada especialmente para o fortalecimento da autonomia de meninos e meninas que enfrentam situações de risco e vulnerabilidade. Com os novos integrantes, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) alcança a marca de 46 jovens beneficiados pela ação desde o início do projeto.
Amparado pela Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097/2000), o programa diferencia-se pelo seu caráter estritamente educativo-laboral. A legislação garante que a experiência prática nas dependências do Tribunal ocorra em perfeita harmonia com os estudos, sem prejuízo à vida escolar. Os participantes contam com formação teórica oferecida pelas entidades parceiras, registro em carteira e a preservação de todos os seus direitos trabalhistas.
Para assegurar que o aprendizado ocorra de forma estruturada, os novos aprendizes recebem um acompanhamento minucioso dentro da Coordenadoria. O cotidiano das atividades é monitorado pela Central de Aprendizagem, unidade do TJPE responsável por gerenciar as ações de qualificação e acompanhar o desempenho dos jovens. Esse processo ganha o reforço estratégico do Núcleo de Assessoramento em Gestão e Planejamento (NAGP), que atua na organização interna para que a experiência prática seja a mais proveitosa possível, além de toda a acolhida e suporte da equipe da Justiça Restaurativa (JR), da biblioteca do CICA, do CEAVida, da CEJA, além de todo suporte da coordenadoria adjunta da CIJ.
Angélica Ferreira, servidora lotada na Central de Aprendizagem, destaca que o impacto da iniciativa vai muito além do cumprimento de tarefas administrativas. Segundo ela, receber os cinco jovens aprendizes foi uma experiência extremamente gratificante para toda a equipe. “Durante a primeira semana, a prioridade foi proporcionar um ambiente acolhedor, com atenção especial ao processo de adaptação, integração e conhecimento das atividades desenvolvidas no Tribunal”, explicou Angélica. Ela ressalta ainda que foi muito positivo acompanhar o entusiasmo, a disposição para aprender e o interesse demonstrado por cada um deles, além de terem recebido um retorno bastante favorável dos próprios jovens.
Para os recém-chegados, os primeiros dias na instituição trouxeram aprendizados práticos e superação de desafios. Estephany dos Santos, de 18 anos, conta que o nervosismo inicial de entrar em um ambiente novo foi superado graças ao forte acolhimento da equipe. Ela destaca que a rotina tem impulsionado seu crescimento pessoal e profissional, além de elogiar a oportunidade de conhecer novas pessoas por meio do Círculo de Leitura do Núcleo de Justiça Restaurativa e agradece imensamente a Daniele Sátiro, Katia Assad e Maria Teresa Sampaio pela paciência e suporte constantes nesse início.
Quem também celebra o começo desse ciclo é Tharccylla Barbosa, de 19 anos. Ela ressalta que, apesar das expectativas e desafios de chegar ao Tribunal, a receptividade e o carinho coletivos a fizeram se sentir motivada desde o primeiro dia. Tharccylla afirma que cada orientação tem sido fundamental para o seu desenvolvimento e fez questão de registrar um agradecimento especial à equipe do NAGP, que a recebeu de forma calorosa, transmitindo a segurança necessária para enfrentar essa nova etapa com entusiasmo.
Já para Bruno Henrique, de 20 anos, a experiência na 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital tem sido um divisor de águas. Completando seu primeiro mês de atuação, ele pontua que o programa tem sido essencial para desenvolver mais responsabilidade, compromisso e organização, além de permitir entender a dinâmica de uma instituição pública. O jovem declara-se muito grato ao CICA Cidadania e a toda a equipe da vara pela oportunidade de aprendizado e pelo acolhimento, e espera continuar evoluindo ao máximo ao longo do programa.
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Texto: Ana Paula Santos | Ascom TJPE
Foto: Cortesia




