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Imersão em inteligência artificial para fortalecer o uso estratégico das tecnologias no Judiciário é realizada na Esmape


 

No último dia 10 de junho, a Escola Judicial de Pernambuco (Esmape) sediou uma imersão em inteligência artificial. A iniciativa foi promovida pelo Instituto de Desenvolvimento de Inovações Aplicadas ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (Ideias TJPE), com o apoio de representantes das empresas Gravidade Zero, Loomi e Just. 

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original". A frase atribuída a Albert Einstein foi citada por um dos palestrantes da imersão, Renan Hannouche, que, ao lado de Dante Freitas, apresentou diversas ferramentas de inteligência artificial que vêm se destacando em produtividade, assertividade e automação de processos. Os palestrantes são sócios da Gravidade Zero e professores da SingularityU Brazil. Durante a abertura, Renan destacou que "uma mente que protagoniza, colocando a mão na massa, eleva o grau de absorção, autonomia e independência, e isso muda o jogo".
 
“Fizemos um trabalho muito bonito. Houve um carinho enorme do juiz Faustino Macêdo, junto à desembargadora Daisy Andrade e de outras pessoas, para a gente qualificar dez desafios reais que estão dentro do plano de ação do biênio do presidente do TJPE, desembargador Francisco Bandeira de Mello, de entrega de resultados. São desafios empáticos com a Justiça como um todo. Quando você cria ativos de tecnologia, uma vez que eles são colocados em prática, podem virar ecos muito mais estendidos para zerar várias metas e entregar um serviço mais democrático, acessível, humano, tecnológico, eficiente, produtivo e cuidadoso", completou Renan Hannouche.

Na imersão, os(as) participantes foram divididos em grupos que funcionaram de maneira semelhante a startups, sendo acompanhados por mentores das empresas Gravidade Zero, Loomi e Just, que auxiliaram no desenvolvimento das soluções propostas. 

Os(as) participantes foram distribuídos em dez grupos focais, cada um responsável por um desafio específico. As temáticas dos “10 desafios da Missão IA TJPE” foram definidas em conjunto com o TJPE com base no Plano Estratégico Quinquenal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no planejamento estratégico do TJPE, nas metas nacionais do Judiciário estabelecidas pelo CNJ e no relatório Justiça em Números.

Assim, ao longo do dia, os grupos desenvolveram soluções voltadas para problemas relevantes e recorrentes da Justiça brasileira, com potencial para se tornarem produtos reais destinados a tribunais, varas, secretarias, defensorias públicas e à população, contribuindo para a superação desses desafios no sistema de Justiça.

A diretora-geral da Esmape, desembargadora Daisy Andrade Pereira, participou da imersão e liderou uma das equipes no desafio “Justiça Criminal Responsiva”. "Durante o dia inteiro inúmeros desafios sugeridos e discutidos foram transformados em soluções possíveis de implementação, com sugestões para todo o poder judiciário brasileiro focadas na inovação e numa prestação judicial que é capaz de entregar uma justiça cada vez mais preparada e que conversa com o jurisdicionado de forma clara, eficiente e rápida", destacou. 

“As equipes foram distribuídas de forma estratégica para que a gente tivesse pessoas com repertórios múltiplos, variados, diversos e complementares, que pudessem trabalhar da melhor forma em conjunto. Escutamos também quem está do outro lado, como os advogados e a Defensoria. A gente trouxe um público bem variado para trabalhar nos desafios, elaborar as melhores soluções possíveis e trazer, quem sabe, soluções para o Judiciário”, frisou o mentor da imersão e CEO da Just, Mateus Lisboa.  

“Daqui a duas semanas, a gente vai também disponibilizar o que chamamos de pós-book, que tem o pré-book, o playbook e o pós-book. O pós-book é um compilado de todas as soluções que foram desenvolvidas dentro dessa imersão, que a gente organiza no material, dentro de um hotsite do evento. As pessoas que fizeram todas as soluções, os protótipos, os MVPs e os sistemas, elas conseguem ficar com código fonte disponível para elas continuarem trabalhando naqueles projetos”, concluiu Mateus Lisboa. 

O secretário-executivo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Leonardo Peter, participou do desafio “Cidadão sem porta de entrada”. “O nosso desafio era relacionado a como o cidadão enxerga o Poder Judiciário. Foi muito interessante conversar com um grupo composto por juízes estaduais, do trabalho, servidores e advogados, pensando em como quebrar barreiras com a tecnologia, com o uso da inteligência artificial, para que o Poder Judiciário se coloque cada vez mais a serviço da população. O uso da inteligência artificial que foi proposto na atividade é um caminho sem volta e vai, com certeza, contribuir quando nós rompermos a barreira do preconceito em relação ao seu uso para uma melhor prestação jurisdicional para a sociedade”, disse. 

“Foi uma experiência muito enriquecedora e proveitosa, pois tivemos contato com profissionais do setor privado que estão na vanguarda da inteligência artificial. Nela, conhecemos mais a fundo as ferramentas de IA que, de alguma forma, podem facilitar a nossa vida. Então, espero participar de outras imersões como esta, pois acredito que elas engrandecem os participantes tanto profissional quanto pessoalmente” falou o servidor do TJPE e assessor da Direção-Geral da Esmape, Nelson Norberto.

A imersão reuniu participantes de vários tribunais do Brasil e de todas as instâncias da Justiça, com integrantes do Tribunal do Trabalho, Federal, Estadual e da Justiça comum. Estiveram presentes membros do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), da Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), da Justiça Federal de Pernambuco (JFPE) e do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6), além de integrantes de outros tribunais do país. 

O evento também contou com a presença de advogados(as) de diversos escritórios de advocacia do Brasil, e de representantes do setor de tecnologia, como da Adobe. A programação teve ainda a participação de representantes do CNJ, incluindo a conselheira Andrea Esmeraldo, Bruno Krasnek, Emiliane Meighrian e Luciana Doria.

 

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Texto: Carolina Cerqueira | Esmape 
Fotos: Vitória Viana | Esmape