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Saiba mais sobre resultado de pesquisa focada nas necessidades de servidores com deficiência do TJPE



Identificar as necessidades de tecnologias assistivas, buscando conhecer também as possíveis barreiras enfrentadas por servidores e servidoras com deficiência do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Este foi o propósito da pesquisa realizada, no período de 2 a 19 de junho, através da Comissão e do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (CACIN/NAI/TJPE), baseada na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e demais normas. 

Com enfoque no levantamento de necessidades, foi disponibilizado um formulário com 14 itens, entre dados pessoais e outras alternativas voltadas às condições de trabalho exclusivas deste público. Atualmente, o Tribunal conta com 255 servidores(as) com deficiência e destes, 109 participaram, sendo a maioria identificada com deficiência física/motora (50 pessoas), deficiência visual (29 pessoas) e deficiência auditiva (17 pessoas).
 
Dentre as adaptações tecnológicas necessárias mais assinaladas, aparecem monitor maior, sistemas acessíveis e software de voz e leitor de tela. No entanto, o quesito “Outras” foi o mais respondido por 43 pessoas, das quais 15 indicaram não ter nenhuma necessidade no momento e as demais solicitaram itens diversos tais como: apoio para os pés; necessidade de cadeiras ergonômicas; aparelhos e ambientes com menos ruído, entre outros.

O formulário também perguntou sobre as barreiras físicas (acessibilidade), sendo indicada vagas de estacionamento como a principal e, sobre as barreiras atitudinais (comportamentais), na qual 18% apresentou ter alguma dificuldade de relacionamento no ambiente de trabalho. Além disso, os servidores também foram questionados sobre problemas nos sistemas utilizados pelo TJPE e, das 78 respostas, oito apresentaram ter algum tipo de dificuldade.

A juíza coordenadora da Comissão de Acessibilidade e Inclusão (CACIN), Raquel Evangelista, agradece a todos e todas que contribuíram com a pesquisa. "Este formulário é um dos instrumentos mais eficazes que temos para diagnosticar, com precisão, as reais necessidades dos servidores e servidoras com deficiência do nosso Tribunal. Não se trata apenas de coletar números para um relatório: cada resposta nos ajuda a enxergar barreiras que, muitas vezes, não são visíveis no dia a dia, e a compreender o que de fato faz diferença na rotina de trabalho dessas pessoas”. “É justamente com base nesses dados que orientamos as políticas de acessibilidade do TJPE e construímos o planejamento anual da CACIN, direcionando recursos e ações para onde eles são realmente necessários. Para isso, seguimos à disposição para ouvir, entender e agir”, conclui a magistrada.

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Texto: Priscilla Marques| SGP
Arte: Núcleo de Publicidade e Design | Ascom TJPE