Sustentabilidade

Fórum Rodolfo Aureliano inaugura Jardim Beija-Flor e TJPE avança na compensação de emissões de carbono

O jardim pode ser contemplado pelas pessoas que frequentam o Fórum do Recife

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) inaugurou, na tarde desta quinta-feira (26/02), na área externa do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Recife, o Jardim Beija-Flor, iniciativa voltada à compensação de Gases de Efeito Estufa (GEE) decorrentes das atividades institucionais, e alinhadas a Agenda 2030 da ONU.

A solenidade contou com a presença de magistrados, integrantes da Comissão de Sustentabilidade, servidores e participantes do projeto. “Não estamos apenas inaugurando um jardim. Estamos reafirmando uma postura institucional. O Jardim Beija-Flor simboliza o compromisso do Tribunal de Justiça de Pernambuco com a sustentabilidade e com a responsabilidade socioambiental que deve orientar todas as nossas ações”, disse o presidente do TJPE, desembargador Francisco Bandeira de Mello.

Ao todo, foram plantadas 96 mudas de 12 espécies, entre ornamentais e frutíferas adaptadas à região, com potencial estimado de captura anual de aproximadamente 423 kg de CO₂ (0,423 tonelada por ano). A iniciativa representa uma ação concreta de compensação ambiental, alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialmente à Resolução nº 400/2021 e à Resolução nº 594/2024, que instituiu o Programa Justiça Carbono Zero. 

O plantio de uma muda de abacateiro serviu como marco simbólico da iniciativa

O diretor do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, juiz Saulo Fabiane, ressaltou o significado da iniciativa: “É uma satisfação participar deste momento que simboliza, de forma muito concreta, o compromisso do Tribunal de Justiça de Pernambuco com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental. O Jardim Beija-Flor representa uma ação simples em sua concepção, mas extremamente relevante em seus efeitos. Trata-se de um projeto pensado com critérios técnicos, priorizando espécies nativas, estímulo à biodiversidade, uso racional de recursos naturais e baixa necessidade de manutenção".

O presidente da Comissão de Sustentabilidade, juiz José Faustino Macedo, destacou o caráter estruturante do projeto: “Essa não é uma ação pontual. Essa é uma ação coordenada. A gente vem, junto com a Comissão da Sustentabilidade, atuando de forma paulatina e contundente para trazer outras iniciativas, com portes maiores de diminuição e compensação". 

A juíza Ana Luíza Câmara, vice-presidente da Comissão de Sustentabilidade, ressaltou que o projeto nasce como uma resposta concreta aos desafios climáticos contemporâneos: “O Jardim Beija-Flor é mais do que um espaço verde, é um símbolo. Um símbolo de que o Poder Judiciário pode e deve julgar com responsabilidade institucional, mas também agir com responsabilidade ambiental. Que este projeto piloto floresça e se replique, levando vida, sombra e esperança a todos os fóruns e espaços públicos".
 
O projeto está alinhado à Agenda 2030 da ONU, especialmente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima). Como marco simbólico da iniciativa, ao final da solenidade, foi plantada uma muda de abacateiro.


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Texto: Ana Gicelly Nascimento | Ascom TJPE
Fotos: Leandro Lima | Ascom TJPE