Destaques do Acervo

𝗔 𝗛𝗘𝗖𝗔𝗧𝗢𝗠𝗕𝗘 𝗗𝗘 𝗙𝗟𝗢𝗥𝗘𝗦


 

“...inopinadamente alvejado pelas costas, à queima-roupa...”

Com esses termos, o Promotor de Justiça Luiz Gonzaga Arcoverde, no Recife, expõe na denúncia os detalhes do crime ocorrido pouco antes da meia-noite do dia 03 de outubro de 1953, no bairro da Boa Vista, na data e hora da estreia mundial do filme Canto do Mar, do famoso cineasta carioca Alberto Cavalcanti, no histórico Cinema São Luiz.

A vítima ia em direção ao cinema, junto com seus filhos, para assistir o filme. Entretanto, uma emboscada, ainda nas imediações do cine, feriu mortalmente, com um tiro na nuca, o então deputado estadual José de Souza Santana, representante da Comarca de Flores, Sertão do Pajeú.

Na realidade, o delito ocorreu em consequência de um evento que aconteceu quase um ano antes, em 05 de novembro de 1952, na cidade de Flores, e que ficou conhecido como a “Hecatombe de Flores”.

A hecatombe, substantivo feminino, pelo Dicionário Michaelis significa sacrifício de grande número de vítimas, carnificina. O que gerou o homicídio no cinema São Luiz foi um embate político entre parentes, que terminou com três mortes. Parentes de um dos mortos, que era Prefeito de Flores e oponente político do Deputado Estadual José Souza de Santana, juraram vingança pelos mortos e ela foi efetivada na cidade do Recife.

Posteriormente, os suspeitos foram localizados e declarados como possíveis mandantes do homicídio. Foram indiciados, denunciados e pronunciados, entretanto a denominada “Hecatombe de Flores” terminou com nenhum dos denunciados indo ao Júri popular.

No Memorial você encontrará essa e outras histórias. Vem pesquisar com a gente!


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