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Em 1845, a escravizada angolana Thereza impetrou ação de liberdade contra Francisco de Carvalho Paes de Andrade, este pertencente a uma das famílias mais influentes de Pernambuco.
Ela já havia recebido carta de alforria em 1844, pouco antes do falecimento de sua proprietária (também preta), sob a condição de “ficar sujeita” às senhoras que cuidaram da mulher quando doente, como pagamento de tais serviços.
Mas, após a morte da referida, seu ex-marido, o liberto Sebastião, mandou apreender Thereza e o filho, nascido após o dito falecimento, vendendo-os para Francisco de Carvalho Paes de Andrade, proprietário do engenho do Meio, lugar do Recife.
Em 1847, Thereza conseguiu a sua liberdade por meio da Justiça.
Esse processo está sob a guarda do Memorial da Justiça. Ficou curioso(a)?
É só dar uma chegadinha por lá para ter acesso. Vem!
Imagem: "Typos e Costumes de Loanda” (1882-83) - MORAES & FERREIRA, Africa Occidental: Album Photographico-Litterario, 1882-1883). https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/40300/1/ICS_LRocha_PFMatos_Fotografias.pdf
Visite o Memorial da Justiça e conheça mais sobre a memória da Justiça estadual pernambucana.
𝗠𝗲𝗺𝗼𝗿𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗝𝘂𝘀𝘁𝗶ç𝗮 𝗧𝗝𝗣𝗘 Av. Alfredo Lisboa, s/n, bairro do Brum, Recife/PE. Tel.: 81-31819440. e-mail: memorial.atendimento@tjpe.jus.br.
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